ANTIBIÓTICOS BETA-LACTÂMICOS

Muito provavelmente você já deve ter ouvido falar de beta-lactâmicos.

Esse grupo de drogas se refere a uma classe de antimicrobianos que envolve vários grupos de antibióticos, a exemplo das penicilinas, cefalosporinas, monobactâmicos e carbapenêmicos).

São classificdos em conjunto devido ao fato de além de apresentarem algumas características farmacológicas em comum, todos apresentarem uma estrutura química conhecida como anel Beta-lactâmico que está representado em vermelho na figura abaixo:

O anel beta-lactâmico comum a toda a classe farmacológica faz com que todas essas drogas possuam o mesmo alvo farmacológico: a parede celular bacteriana

Os antibióticos beta-lactâmicos são fármacos tempo-dependentes, isto é, para seu mecanismo de ação ser efetivo, isso vai depender do tempo no qual as concentrações do fármaco na corrente se encontram superiores à  concentração inibitória mínima bacteriana (MIC), não possuindo, por exemplo, o chamado efeito pós-antibiótico que outros antibióticos apresentam, a exemplo dos aminoglicosídeos.

Sendo assim, quando administramos beta-lactâmicos, vale o raciocínio de que ou você administra doses maiores de uma vez só (para fármacos com meia-vida mais longa), ou então administra doses menores quebradas (para aquelas drogas com meia-vida mais curta). Desse modo, pouco importa se você tomar uma dose muito grande de um fármaco com meia-vida curta, uma vez que suas concentrações irão ficar pouco tempo sobre a MIC, não surtindo o efeito desejado, pois no que se refere a beta-lactâmicos, você sempre deve levar em consideração uma posologia que considere o tempo.

Então é isso, galera! Nos vemos no próximo POST, quando falaremos sobre o nosso primeiro grupo de beta-lactâmicos, as penicilinas!!!

Comentários